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Todo mundo enfrenta circunstâncias difíceis na vida. Se você não está passando agora, certamente já passou alguma vez e muito provavelmente virá a enfrentar lutas e grandes desafios. Isso faz com que todos nós precisemos de algo que nos dê um impulso, que nos encoraje, que desperte em nós um estímulo para seguir adiante apesar das condições desfavoráveis que possamos experimentar.

A oração é um recurso de que dispomos como um alento para as horas de aflição, como um grito de socorro na hora do medo, como um refúgio diante de nossos fracassos. Orar é o reconhecer nossa dependência de Deus, uma declaração de que não somos tão suficientes como imaginamos, que não temos o controle sobre as circunstâncias, que somos mais orientados pelas nossas incertezas do que pelas nossas convicções.

A oração é sinônimo de aproximação, de diálogo, de intimidade. Aquele que ora se abre para uma relação mais íntima com Deus, aceita humildemente a oportunidade de estar diante daquele que tudo pode mesmo apesar de ser aquele que nada pode. Ela alimenta a nossa relação com Deus e nos estimula a viver a fé em meio às nossas condições mais concretas de vida.

O maior mestre de oração foi Jesus Cristo não só por ter ensinado seus discípulos a orar, mas também por desenvolver uma vida significativa de oração. E essa é uma forte justificativa por que devemos orar: Jesus orou e ensinou a orar. Jesus orou ao começar o seu ministério e orou quando teve que suportar a cruz. A oração esteve presente nos momentos mais expressivos, como a ressurreição de seu amigo e a preparação para a sua prisão final, como também nos seus momentos de maior solitude. Jesus orou em companhia dos seus discípulos, diante das dores das pessoas e pelo futuro daqueles que o viriam segui-lo.

Se queremos experimentar o poder extraordinário da oração, precisamos aprender com Jesus. Jesus também enfrentou situações difíceis. E em todas elas, Jesus demonstrou que, quando nossos sentidos estão voltados para Deus, encontramos confiança e segurança de maneira singular. Jesus estava certo de que estava cumprindo o propósito de Deus para sua vida em seu tempo.

A oração é o remédio divino para a ansiedade, para o medo e a solidão. A oração não muda a realidade externa, mas altera completamente o nosso interior. A oração não move o braço de Deus, mas move o nosso coração na direção de experimentar a vontade de Deus. Ela nos ajuda a manter o foco nos propósitos divinos e, com isso, descansar no Senhor e descobrir o que realmente importa para cada circunstância vivida.

A falta de oração na vida é um grave problema. Mas, pior do que isso, a oração usada equivocadamente é um pecado gravíssimo. Usar a oração como arma de defesa, como fuga da alma, como instrumento de barganha ou tentativa de controlar o poder de Deus é sinônimo de fracasso espiritual. A oração revela o nosso caráter. Se você quer saber qual é a sua índole, quais as suas reais intenções de caráter e a maneira como você compreende Deus, basta fazer uma análise honesta dos seus motivos de oração.

Assim como a oração pode desvendar nossas ambiguidades e equívocos, ela é o caminho seguro para reparar nossas distorções, visto que Deus conhece nossas fragilidades e está sempre pronto a nos fortalecer. A oração é sinônimo de uma espiritualidade madura. Quando oramos, nossa mente e coração estão atentos ao cuidado divino, que fala e age como um pai amoroso. Deus se revela com poder e graça ao coração mais acolhedor e humilde.